Onça-parda na Aldeia da Serra: Barueri Orienta Moradores sobre Convívio com Animais Silvestres
Após avistamento de suçuarana, Prefeitura e órgãos ambientais reforçam dicas para coexistência segura e esclarecem riscos de interação com a fauna selvagem.

A aparição de uma onça-parda, também conhecida como suçuarana, na madrugada de 8 de julho na Aldeia da Serra, nas imediações do Lago Orion, levou a Prefeitura de Barueri a intensificar as orientações à população sobre como se portar diante da presença de animais silvestres em perímetros urbanos. O felino foi registrado por câmeras da Central de Monitoramento, e a suspeita é que tenha vindo de uma Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) próxima, comportamento natural quando há contato entre áreas habitadas e zonas de preservação.
Em resposta ao incidente, moradores da região participaram de um encontro com representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) — por meio do Departamento de Gestão da Fauna Silvestre (DeFau) — e da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri (Sema), através do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). O objetivo foi discutir medidas de segurança e preservação ambiental.
during the meeting, experts clarified doubts e provided guidance on the behavior of wild fauna. Fernanda Zacari Braga, gerente-geral da Sociedade das Moradas de Aldeia da Serra (SMAS), destacou que a suçuarana tem hábitos noturnos. "Ela geralmente se movimenta de madrugada. O ideal é evitar caminhar nessas áreas durante a noite para não ter contato. Ela prefere ambientes tranquilos e espera a calmaria para se locomover", explicou. Ela reforçou que, em caso de avistamento, a regra é manter distância e não interagir.
As técnicas do DeFau, Milena Joice Bressan e Silvana Back Franco, chamaram a atenção para os perigos da interação entre humanos e animais silvestres, principalmente no que diz respeito às zoonoses — doenças que podem ser transmitidas entre espécies. Também fizeram um alerta contra a alimentação de animais como macacos e saguis. "Embora pareçam dóceis, alimentar esses animais pode ser perigoso. Uma banana, por exemplo, pode transmitir o vírus do herpes, que é fatal para eles. E arranhões ou mordidas podem transmitir a raiva e outras doenças para nós", alertaram.
As especialistas criticaram o tráfico de animais silvestres, ressaltando os impactos negativos dessa prática. "Muitas pessoas são seduzidas por filmes e redes sociais, querendo ter esses animais como pets. Como é difícil obtê-los legalmente, acabam alimentando o tráfico", disseram. Elas enfatizaram que animais tirados da natureza mantêm seus instintos e não são domesticáveis como cães e gatos. "Primatas comercializados ilegalmente muitas vezes passam por castração e outros procedimentos para reprimir comportamentos naturais, como a agressividade, o que causa grande sofrimento a eles".
Para esclarecer a população, uma equipe de biólogos do Cetas estará com uma base móvel de educação ambiental em Aldeia da Serra, à disposição para tirar dúvidas. Além disso, a Sema está agendando reuniões com as administrações dos residenciais da região para orientar sobre o manejo adequado da fauna.
**Orientações para Evitar Situações de Risco:** * Mantenha distância de animais silvestres. * Não os alimente. O alimento humano pode causar doenças e alterar seu comportamento natural. * Mantenha lixeiras bem fechadas para não atrair animais em busca de alimento. * Proteja animais domésticos, mantendo-os vacinados e dentro de casa ou em locais seguros. * Evite deixar restos de comida em áreas externas. * Se avistar um animal silvestre ferido ou em situação de risco, acione os órgãos competentes, como a Guarda Ambiental de Barueri (11) 4199-1400 ou o Cetas (11) 4689-0314 (WhatsApp, seg-sex, 8h-17h).
Fonte: baruerinews.com.br
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